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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Orunmilá



   Orunmilá

O transmissor dos desígnios absolutos do deus maior do candomblé, Olórum.
Aquele que conhece e transmite o destino de cada um.
Ser supremo que determina o que os demais Orixás podem ou não fazer quando fora de seus domínios para interferir no destino dos seres humanos.
É um dos Orixás mais respeitado pela função que executa, aliás, é bom que se reafirme o fato que a importância de Oxalá, nada tem a ver com o sincretismo com Jesus Cristo, entidade cultuada pelos católicos.
Oxalá e demais Orixás já estavam atuando a muito tempo na Terra quando Jesus esteve e alcançou notoriedade  entre os homens, muito mais como político que como mensageiro de Deus.
A necessidade do sincretismo, então cruel para a cultura, alem de genocida, pois só é comentado o holocausto, mas não falam dos negros, índios e outros tantos de matizes e culturas diferentes que morreram no Brasil e no mundo por serem considerados hereges.
Oxalá ganhou mais notoriedade principalmente por causa do sincretismo imposto, onde acabou sendo considerado a divindade mais importante oriunda da África onde é cultuado com o nome de Obatalá.
Nos navios negreiros a mistura de dialetos fortaleceram as mudanças.
No interior das senzalas por sobrevivência de cultura obrigados pelo catolicismo, além do nome do Orixá, uma outraforma de a ele se referirem foi outorgada, Orixalá, que significa, orixá dos orixás.
Por diferença no linguajar o nome que se acabou popularizando, foi Oxalá.
Nesse nome aglutina-se várias manifestações dessa energia.
Cada Orixá é encarregado de uma manifestação, de uma atitude, de uma resposta para cada problema.
Para um mesmo problema, orixás diferentes propõem respostas diferentes.
Assim, Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente superior, mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família.
Cada membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual com todos os outros membros, o que as lendas dos Orixás confirmam através da independência que cada um mantém em relação aos outros.
Orixá Orunmilá  senhor da sabedoria, aquele onde todo o saber esta contido.
Traz consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava ativamente seus ancestrais.


 mitologia
Na mitologia YorubaOrunmilá é um orixá, e divindade da profecia, identificado no jogo do merindilogun pelo Odu Ejibe.
Orunmilá  também é às vezes chamado Ifá, que é de fato a incorporação do conhecimento e sabedoria e a forma mais alta da prática de adivinhação entre os Yorubas.
Embora Orunmilá não seja de fato Ifá, nome de um Oráculo dos Yoruba na Nigéria, a associação íntima existe, porque ele é o que conduz o sacerdócio de Ifá.
É a Divindade yorubana maior, introduzida por Oduduá através de Setilu, seu primeiro sacerdote.

Governa o conhecimento do destinos e dos presságios denominados Odús
Para se limpar de todas as sua necessidades :
Orunmilá  diz que se é falta de lucros que nos perturba, Orunmilá dá ordem para nós abrirmos nossas portas para que a dona da chuva da bondade possa entrar.

Orunmilá diz que se é falta de uma esposa que nos perturba, Orunmilá dá ordem para nós abrirmos nossas portas para que a dona da chuva da bondade possa entrar com uma boa esposa.

Orunmilá diz que se é falta de um filho que nos perturba, Orunmilá dá ordem para nós abrirmos nossas portas para que a dona da chuva da bondade possa entrar com um filho saudável.

Orunmilá diz que se é tumulto ou desordem que perturba a cidade, Orunmilá dá ordem para nós abrirmos nossas portas para que a dona da chuva da bondade possa entrar com paz e amor na cidade.

Orunmilá diz que se estamos sentindo a falta de tudo, Orunmilá dá ordem para nós abrirmos nossas portas para que a dona da chuva da bondade possa entrar com todas as bondades da vida.

Orunmilá diz que se é doença e epidemias que nos perturba, Orunmilá dá ordem para nós abrirmos nossas portas, para que a dona da chuva de bondade possa entrar com saúde.

O pai de todas as riquezas Orunmilá diz que se é a morte que bate na nossa porta, Orunmilá diz que é a folha de didimonisaayun  que vai ajudar a evitar a morte.


A folha de didimonisaayun  que vai ajudar a evitar todos os males, que vai evitar todos os prejuízos, epidemias e acidentes na vida.


A folha de didimonisaayun  que vai evitar as ações negativas em nossas vidas.


Orunmilá o dono de todas das sabedorias, que vai levar até nós todas as bondades da vida.
Orunmilá, é o princípio da intuição, da premonição, os sentidos do espírito, o olhar que conhece o futuro.
É o deus invocado no jogo de búzios, pois é ele quem conhece todos os destinos odus, cabeças oris e caminhos.
Ele diz a Exu que movimente suas palavras até os búzios, indicando que orixá esta regendo uma pessoa, o porque, e com que destino, pois tem o conhecimento desde o começo do mundo.
A importância de Orunmilá é tão grande que chegamos a concluir que se um homem fizer algum tipo de pedido ao todo poderoso Olorum, Deus, o Senhor dos Céus, esse pedido só poderá chegar até Ele através de Orunmilá e, ou Bará, que são somente eles dois dentre todos os Orixá os que têm a permissão, o poder e o livre acesso concedido por Olorum de estar junto a Ele, quando assim for necessário.
Orunmilá é o senhor dos destinos, é quem rege os o plano onírico, sonhos, é aquele que tudo sabe e tudo vê em todos os mundos que estão sob a tutela de Olorum, ele sabe tudo sobre o passado, o presente e o futuro de todos habitantes da Terra e do Céu, é o regente responsável e detentor dos oráculos, foi quem acompanhou Oduduá na criação e fundação deIlé Ìfé, é normalmente chamado em suas preces de:

Elérí Ìpín – o testemunho de Deus.
Ibìkéjì Olódúmarè – o vice de Deus.
Gbàiyégbòrún – aquele que está no céu e na terra
Òpitan Ìfé – o historiador de Ìfé.
Acredita-se que Olorum passou e confiou de maneira especial toda a sabedoria e conhecimento possível, imaginável e existente entre todos os mundos habitados e não habitados à Orunmilá, fazendo com que desta forma o tornasse seu representante em qualquer lugar que estivesse.
No TerraOlorum fez com que Orunmilá participasse da criação da terra e do homem, fez com que ele auxiliasse o homem a resolver seus problemas do dia a dia, também fez com que ajudasse o homem a encontrar o caminho e o destino ideal de seu orì.
No Céu lhe ensinou todos os conhecimentos básicos e complementares referente todos os Orixá, pois criou um elo de dependência de todos perante Orunmilátodos devem consultá-lo para resolver diversos problemas, com pôr exemplo, a vinda de Oxalá à terra para efetuar a criação de tudo aquilo que teria vida na mesma, porém o grande Orixá não seguiu as orientações prescritas por Ifá, e não conseguiu cumprir com sua obrigação caindo nas travessuras aplicadas por Bará, ficando esta missão por conta de Oduduá.
Também Orunmilá fala e representa de maneira completa e geral todos os Orixás, auxiliando um consulente no que ele deve fazer para agradar ou satisfazer um determinado Orixá, obtendo desta forma um resultado satisfatório para o Orixá e para o consulente.
Orunmilá sabe e conhece o destino de todos os homens e de tudo o que têm vida em nosso mundo, pois ele está presente no ato da criação do homem e sua vinda a Terra, e é neste exato instante que Ifá determina os destinos e os caminhos aserem cumpridos pôr aquele determinado espírito.
É por isso que Orunmilá tem as respostas para toda e qualquer pergunta lhe é feita, e que ele têm a solução para todo e qualquer problema que lhe é apresentado, e é por esta razão que ele têm o remédio para todas as doenças que lhe forem apresentadas, por mais impossível que pareça ser a sua cura.
Além disto tudo, Orunmilá é também quem tem a vida e a morte em suas mãos, pois ele é a energia que esta mais atuante e mais próxima de Olorum, podendo ele ser a única entidade que tem poderes para suplicar, pedir ou implorar a mudança do destino de uma pessoa.
Mediante o uso de conchas adivinhas, Orunmilá revelava aos homens as intenções do supremo deus Olorum e os significados do destino.
Orunmilá aplainava os caminhos para os humanos, enquanto Bará os engambelava na estrada e fazia incertas todas as coisas.
O caráter de Orunmilá era o destino, o de Bará, era o desafio.
Mesmo assim ficaram amigos íntimos.
Orunmilá viajou com alguns acompanhantes.
Os homens de seu séquito não levavam nada, mas Orunmilá portava uma sacola na qual guardava o tabuleiro e os Obis que usava para ler o futuro.
Mas na comitiva de Orunmilá muitos tinham inveja dele e desejavam apoderar-se de sua sacola de adivinhação.
Um deles mostrando-se muito gentil, ofereceu-se para carregar a sacola de Orunmilá.
Um outro também se dispôs à mesma tarefa e eles discutiram sobre quem deveria carregar a tal sacola.
Até que Orunmilá encerrou o assunto dizendo:
Eu não estou cansado. Eu mesmo carrego a sacola. Quando Orunmilá chegou em casa, refletiu sobre o incidente e quis saber quem realmente agira como um amigo de fato.
Pensou então num plano para descobrir os falsos amigos. Enviou mensagens com a notícia de que havia morrido e escondeu-se atrás da casa, onde não podia ser visto.
E lá Orunmilá esperou. Depois de um tempo, um de seus acompanhantes veio expressar seu pesar.
O homem lamentou o acontecido, dizendo ter sido um grande amigo de Orunmilá e que muitas vezes o ajudara com dinheiro.
Disse ainda que, por gratidão, Orunmilá lhe teria deixado seus instrumentos de adivinhar.
A esposa de Orunmilá pareceu compreende-lo, mas disse que a sacola havia desaparecido.
E o homem foi embora frustrado.
Outro homem veio chorando, com artimanha pediu a mesma coisa e também foi embora desapontado.
E assim, todos os que vieram fizeram o mesmo pedido. Até que Exu chegou. Exu também lamentou profundamente a morte do suposto amigo.
Mas disse que a tristeza maior seria da esposa, que não teria mais para quem cozinhar.
Ela concordou e perguntou se Orunmilá não lhe devia nada. Exu disse que não.
A esposa de Orunmilá insistiu, perguntando se Exu não queria a sacola  de adivinhação.
Exu negou outra vez.
Aí Orunmila entrou na sala, dizendo:
Exu, tu és sim meu verdadeiro amigo!.
Depois disso nunca teve amigos tão íntimos, tão íntimos como Exu e Orunmilá.


ARQUÉTIPO

Os filhos de Orunmilá, portanto, são pessoas tranquilas, pelo menos na aparência, com tendência à calma, até nos momentos mais difíceis.
Conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo.
São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente.
Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm Orixás guerreiros ou autoritários como adjutores.
Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização.
Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos.
São reservados, mas raramente orgulhosos.
Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções, será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema.
Possuem um pensamento engendrado e a constante reflexão sobre todos os aspectos da sua existência.
Os filhos dele não gostam de pedir ajuda aos outros.
Uma característica marcante é a honestidade.
 Seus ideais são levados até o fim, mesmo que todas as pessoas sejam contrárias a suas opiniões e projetos. Gostam de dominar e liderar as pessoas.
São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho.
Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.
Os homem de Orunmilá, charmosos, fazem  questão de ser o centro das atenções e está à procura de plateias dispostas aouví-los falar sobre seus assuntos prediletos. Um deles é a mulher. Conquistador compulsivo, mais do que qualquer coisa, ele gosta é de se exercitar no jogo da conquista, e assim que ganha a mulher , desinteressa-se dela.
Balança um pouco quando encontra uma mulher liberal pela frente que é, no fundo, a parceira que gostaria de ter. Só que estas mulheres o assustam. Como também o assusta a ideia de tomar a iniciativa no campo sexual.
Suas afinidades são com mulheres de Oxalá, Oxun, Iemanjá, Oiá e Nanã.

Enquanto que as mulheres de  Orunmilá, são  fácil de distinguir  das outras mulheres, pois são aquelas de aparência tímida, mas muito bem produzida em termos de roupa e maquiagem.
À primeira vista parece uma conquistadora experiente, mas na verdade não sabe como agir depois que chamou a atenção do público masculino.
 Mas mesmo assim, sente-se perfeitamente à vontade em festas, adora uma badalação, um carro bonito, amizades importantes.
E é justamente por um homem que possa lhe oferecer essas coisas que ela se apaixona.
Sexualmente, gosta de ser comandadas e sabem como ninguém usar o ciúme.  
Tem mais afinidades com homens de Oxalá, Oxun, Iemanjá, OxumaréLogunedé .

ORAÇÃO

Orunmilá  eu te saúdo.
Orunmilá  à, testemunho do destino, que tem mais eficácia do que medicina,
Pessoa de pele limpa,
Ifá eu te chamo, Orunmilá  eu te chamo,
Ifá abre as suas mãos para aceitar meu obí de oferenda.
Ifá deixa prosperarmos mais filhos,
Deixa reconstruirmos nossas casas da melhor maneira.
Só o céu quem sabe quem será salvo,
Orunmilá  que vive no universo e no céu,
Orunmilá que é testemunha do destino
Orunmilá que é mais eficás do que a medicina,
Só você quem pode dar a vida para as pessoas;
Dê vida aos meus filhos,
Prosperidade entra na minha casa,
Honra senta comigo,
Orunmilá, é hora de você me dar riqueza,
Orunmilá, o dono do mar, que desvia fortuna para a alegria,
Orunmilá traga todas as minhas fortunas depressa.
Axé do senhor supremo.





ORIKI 

Iba Olodumare
Eu saúdo Olodumare, Deus maior
Iba OrunmilaEu saúdo OrunmiláIba Ogun Orisa IleEu saúdo Ogum, o dono da casaIba IrunmoleSaúdo os Irunmole, os OrixásIba Ile Ogeere afoko yeri
Saúdo a terra
Iba atiyo OjoSaúdo o dia que amanhece Iba atiwo Oorun
Saúdo a noite que vem
Iba F'olojo oni
Saúdo o dono do dia
Iba Eegun IleE saúdo o Egun da casa, nosso ancestralIba Agba
Saúdo os velhos sábios
Iba Babalorisa
Saúdo o pai-de-santo
Iba Omo Orisa
Saúdo os filhos-de-santo
Iba Omode
Saúdo as crianças
Awa Egbe Odo Orunmila juba O, Ki iba wa seNós, que cremos em Orunmilá, saudamos e esperamos queT'omode ba juba baba re, agbe'le aye peOrunmilá ouça nossa saudaçãoAda se nii hun omoO filho que reverencia seu pai tenha longa vida e por nada sofreráIba kii hun omo eniyanQue a nossa saudação a nós poupe sofrimentosAkoogba kii hum oloko
Que as plantas boas não falhem ao agricultor
Atipa kii hun oku
Que aos mortos não falte sepultura
Aso funfun kii hun olorisa
Que a Orixalá não falte o pano branco
Kaye o-ye wa oPara que o mundo nos seja bomKa riba ti seQue nossos caminhos se abramKa, ma r'ija Omo araye O
Que não vejamos a discórdia dos povos sobre a terra
Ka'ma r'ija eleye ONem a obra das feiticeiras, Ia Mi AshorongáAjuba O ! A juba O!! A juba O!!!Nós saudamos, saudamos, saudamos
Axé!!!


REZA


OXALÁ OROMILAIA BABAICHORO OROMILAIA
OXALÁ OROMILAIA BABAICHORO OROMILAIA
IÉO IÉO IÉO OROMILAIA
IÉO IÉO IÉO OROMILAIA

OXALÁ OROMILAIA
OROMILAIA CHORO
OXALÁ OROMILAIA
OROMILAIA CHORO


ROGATIVA

Benção do Senhor Supremo.



 Òòsà-nlà  òròmi  ìyà bàbà yi sòro òròmi  ìyà:
Oxalá, chega espírito da água, nos salva do sofrimento, assim como é difícil, espírito de água nos salve do sofrimento.

Eiye iye o! í  òròmi  ìyà:
Oh aves numerosas entendemos que és espírito de água que nos salva do sofrimento.

 l’èrù  l’erù  l’èrùn Òrìsà-nlá malè odò:
Corta os medos, cortas as cargas, corta a secura, grande orixá espírito de rio.

       
CURIOSIDADES

CORES : Branco-Marfim.

COMIDA : Arroz cozido com mel.

DIA DA SEMANA : Sexta-feira e Domingo.

DOMÍNIO : Montanhas, Cumes.

SAUDAÇÃO : ExeuEpá Oju Olorum!

         

Xango Airá Modé

          Ayrà ou Xangô Airá, (como é cultuado em candomblés e umbandas no Brasil) normalmente confundido com Xangô, na verdade é um orixá próprio, que pertence à família de Xangô em Oyó, Nigéria, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ejilaxebora e ofun. Este orixá veste-se de branco, tem profundas ligações com Oxalá, e é o grande homenageado durante a festa do fogo (Isire Ina Ayra) que, no Brasil, comemora-se em 29 de junho.
Airá não usa coroa, mas um eketé branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, e sim com banha de ori africana. Come quiabos, assim como Xangô e toda a sua família, numa oferenda chamadaajebo.
Segundo os mitos, Oxalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Xangô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Xangô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem. A festividade conhecida hoje como Águas de Oxalá remonta a esse acontecimento.
No entanto, Oxalá estava muito alquebrado, ferido e entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde Yemanjá, sua esposa, o aguardava. Xangô não podia acompanhá-lo pois precisava colocar em ordem o próprio reino e pediu a Airá que fizesse isso em seu lugar.
Foi assim que Airá tornou-se o companheiro de Oxalá, pois a viagem foi muito longa já que Oxalá andava muito devagar (conta-se também que Airá carregava Oxalá nas costas) pelo fato de ainda estar se recuperando dos ferimentos que adquirira durante os sete anos de prisão.
Durante o dia, eles caminhavam. À noite, Oxalá sentia frio e precisava descansar. Para aquecê-lo e distraí-lo dos próprios pensamentos, Airá mandava que acendessem uma grande fogueira no acampamento. Oxalá observava o fogo e Airá passava longas horas contando-lhe histórias do povo de Oyó.
Desse modo, tornou-se tradição acender a fogueira no dia 29 de junho de cada ano (no Brasil), em homenagem a Airá e à viagem que fez em companhia de Oxalá.

Em alguns terreiros de candomblé cultua-se um grupo de qualidades de Xangô que recebe o nome de Airá. Também se acredita que Airá seja um orixá diferente de Xangô e que participa de alguns de seus mitos. O mais comum é considerar-se Airá como um Xangô branco. 

Ogum Xoroquê


QUEM É OGUM XOROQUÊ.
 
          Segundo a tradição afro-brasileira, Ogum foi o segundo filho de Iemanjá e Oxalá, devido  a isso,   ligou-se por uma grande amizade ao irmão mais velho , Exu  que lhe era mais próximo do que os demais irmãos.    Aventureiros, os dois andavam sempre juntos. Seus interesses e habilidades eram  muito semelhantes:donos das estradas do mundo, enquanto Exu dominava as encruzilhadas,    Ogum mandava nas retas dos caminhos. O desbravamento de novos espaços, a abertura de passagens   e a luta contra os inimigos    constituíam sua vida.      
     Talvez essa grande união e afinidade explique a existência de uma entidade que reúne as características dos dois Orixás: Exú- Ogum, segundo Nina Rodrigues ( citado por Câmara Cascudo e por Roger Bastide), seria o nome dado pelos iorubás    
  o Orixá do ferro ( Ogum) sob sua forma de Deus da guerra, ou ao Exú de ferro, uma das duas modalidades gerais de Exu ( a outra é Exú da terra), que simboliza os ossos ( os minérios), o esqueleto do corpo da terra. Essa fusão parece não existir somente no Brasil: Câmara Cascudo também cita o pesquisador Fernando Ortiz, que descreve a existência de uma combinação semelhante, encontrada eventualmente na Santería de Cuba.
43880E_1    De acordo com Fernandes Portugal, Ogum Xoroquê é um Ogum com fundamento em Exú. Já   Xogum , segundo o mesmo autor, é um tipo de Ogum que se torna Exu durante seis meses. O fato de ter fundamento em, ou ser periodicamente Exú, significa que esse  Ogum tem um componente mágico, podendo realizar feitiços.
        De acordo com Olga Cacciatore, Ogum Xoroquê, também chamado de Xogum ( EXÚ DE OGUM) , é um Ogum feroz e briguento, tão bravio que termina por torna-se um Exú. É por isso que  ele tem tanta presteza em procurar resolver as demandas de seus filhos- de- fé, assumindo suas brigas e quizilas. O próprio nome da entidade reflete essa característica: em iorubá, xoro + ké significa gritar ferozmente ou cortar cruelmente.
         Ainda segundo Cacciatore, Xoxoroquê é o nome dado a essa entidade, quando ela se manifesta sob a forma de Exú.Como todos os exús da Umbanda, ele é mais um servo do Orixá que um Orixá  propriamente dito ; desta forma, esta entidade seria um Exú  subordinado a Ogum-Xoroquê ( como indica o nome Xoxoroquê , que significa em iorubá guarda de Xoroquê) .
    Entretanto , diferente dos demais Exús, este tem duas características únicas: em primeiro lugar,   verifica-se que, embora seja da mesma raiz que Ogum, ele assume uma causa como se fosse somente sua , quando outra entidade o requisita, resolvendo o problema por conta própria , e não como mensageiro do Orixá; em segundo lugar, e mais importante, verifica-se que, durante parte do ano, este Exú torna-se o próprio Orixá a que é ligado.
    No Candomblé da  Nação de Angola , esta entidade é um Boiadeiro.
 Chama-se Caboclo Xoroquê  - metade caboclo ,metade Exú - , característica que o torna mais arrojado que os demais Caboclos no momento de resolver os casos que lhe são entregues.
    No Brasil, o Senhor Xoroquê, como a entidade é respeitosamente chamada por seus fiéis, apresenta-se alternadamente sob duas formas: durante seis meses do ano, é um Ogum, durante os outros seis meses, é um Exú. Porém estes seis meses não são exatamente o primeiro ou segundo semestre e sim dias alternados. Ou seja, o filho de Ogum Xoroke sente em seu organismo quandoXExú esta aflorado ou o  Ogum. Somente o filho deste  Órixa sabe desta mudança. Um dos motivos dos filhos deste órixa serem considerados irresponsavis, pois nínguem nunca sabe o que ele vai fazer, esta pensando são muito imprevisiveis, nem eles sabem  qual vai ser a atitude diante de uma situação. Por isso as pessoas tem que ter muita paciência com os filhos de OGUM XOROKE.
Os Zeladores de Santo quando tem um filho deste Órixa sabe que este filho será aquele que sempre ele pode contar e sempre sabe que de vêz em quando some do "BARRACÃO", mas sempre volta. Os Zeladores já estão tão acostmado com as atitudes destes filhos que os outros Yaôs do "barracão" acham que estes filhos são os protegidos. Mas não. É que Ogum Shoroke esta sempre a flor da pele e os filhos agem de forma muito parecida do Órixa. Resumindo, os filhos de OGUM XOROKE são problemáticos. Porém quando OGUM XOROKE  "quizila" com um filho dele. É muito díficil conseguir "agô". Este filho apanha por um perído de SETE ANOS, QUATORZE e VINTE UM ANOS. Portanto todo o cuidado é pouco. Os filhos de Ogum Xoroke quando apanham de seu pai, apanham de uma forma muito rude em relação aos outros  Órixas. OGUM XOROKE só atende aos pedidos feitos pora YEMANJA ou XAPANAN. Por tanto se você é "raspado e catulado" para este Órixa, tome muito cuidado. Não vacile pois ele te dá quase tudo e toma de você inclusive aquilo que ele não te deu. Os filhos de OGUM XOROKE consegue tudo com muita facilidade, isto quando esta em dia com seu Órixa.
Consegue coisas impossiveis que ele nunca imaginou conseguir, coisas materiais e espirituais. Porém tem estar em dia com todas as "obrigações" relacionado ao Órixa. Eu amo meu pai OGUM SHOROKE. Pois foi para ele que meu "mucanã" caiu, foi para ele que o "inje" foi derramado no meu "ori" foi para ele que usei o meu "kelê". 

Lendas de ogum xoroquê.
Uma vez ao voltar de uma caçada não encontrou vinho de palma (ele devia estar com muita sede), e zangou-se de tal maneira que irado subiu a um monte ou montanha e Xoroquê (gritou Ferozmente ou cortou cruelmente do alto da montanha ou monte), cobrindo-se de sangue e fogo e vestiu-se somente com o mariwo, esse Ogum furioso chamado agora de Xoroquê, foi para longe para outros reinos, para as terras dos Ibos, para o Daomé, ate para o lado dos Ashantis, sempre furioso, Guerreando, lutando, invadindo e conquistando. Com um comportamento raivoso que muitos chegaram a pensar tratar-se de Exu zangado por não ter recebido suas oferendas ou que ele tivesse se transformado num Exu (talvez seja por isso que chegue a ser tratado como sendo metade exu por muitos do candomblé). Antes que ele chegasse a Ire, um Oluwo que vivia lá recomendou aos habitantes que oferecessem a Xoroquê, um Aja (cachorro), Exu (inhame), e muito vinho de palma, também recomendou que, com o corpo prostrado ao chão, em sinal de respeito recitassem o seus orikis, e tocadores tocassem em seu louvor. Sendo assim todos fizeram o que lhes havia sido recomendado só que o Rei não seguiu os conselho, e quando Xoroquê chegou foi logo matando o Rei, e antes que ele matasse a população Eles fizeram o recomendado e acalmaram Xoroquê, que se acalmou e se proclamou Rei de Ire sendo assim toda vez que Xoroquê se zanga ele sai para o mundo para guerrear e descontar sua ira chegando ate a ser considerado um Exu e quando retorna a Ire volta a sua característica de Ogum guerreiro e vitorioso Rei de Ire.

A historia de Zé Pilintra


              Jose Emerenciano nasceu em Pernambuco. Filho de uma escrava forra com seu ex-dono, teve algumas oportunidades na vida. Trabalhou em serviços de gabinete, mas não suportava a rotina. Estudou, pouco, pois não tinha paciência para isso. Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve que fugir e tentar novos ares. Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida fácil na época. Em pouco tempo passou a viver do dinheiro arrecadado por suas "meninas", que apaixonadas pela bela estampa do negro, dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos. Não foram poucas as vezes que Emerenciano teve que enfrentar marginais em defesa daquelas que lhe davam o pão de cada dia. E que defesa! Era impiedoso com quem ousasse atravessar seu caminho. Carregava sempre consigo um punhal de cabo de osso, que dizia ser seu amuleto, e com ele rasgara muita carne de bandido atrevido, como gostava de dizer entre gargalhadas, quando nas mesas dos botecos de sua preferência. Bebia muito, adorava o álcool, desde a cachaça mais humilde até o isque mais requintado. E em diversas ocasiões suas meninas o arrastaram praticamente inconsciente para o quarto de uma delas. Contudo, era feliz, ou dizia que era, o que dá quase no mesmo. Até que conheceu Amparo, mulher do sargento Savério. Era a visão mais linda que tivera em sua existência. A bela loura de olhos claros, deixava-o em êxtase apenas por passar em sua frente. Resolveu mudar de vida e partiu para a conquista da deusa loura, como costumava chama-la. Parou de beber, em demasia, claro! Não era homem também de ser afrouxado por ninguém, e uns golezinhos aqui e ali não faziam mal a ninguém. Dispensou duas de suas meninas, precisava ficar com pelo menos uma, o dinheiro tinha que entrar, não é? Julgava-se então o homem perfeito para a bela Amparo. Começou então a cercar a mulher, que jamais lhe lançara um olhar.

            Aos amigos dizia que ambos estavam apaixonados e já tinha tudo preparado para levá-la para Pernambuco, onde viveriam de amor. Aos poucos a história foi correndo, apostas se fizeram, uns garantiam que Emerenciano, porreta como era, ia conseguir seu intento. Outros duvidavam Amparo nunca demonstrara nenhuma intimidade por menor que fosse que justificasse a fanfarronice do homem. O pior tinha que acontecer, cedo ou tarde. O Sargento foi informado pela mulher da insistente pressão a que estava submetida. Disposto a defender a honra da esposa marcou um encontro com o rival. Emerenciano ria, enquanto dizia aos amigos: - É claro que vou, ele quer me dar a mulher? Eu aceito! Vou aqui com meu amigo... - E mostrava seu punhal para quem quisesse ver. Na noite marcada vestiu-se com seu melhor terno e dirigiu-se ao botequim onde aconteceria a conversa. Pediu uísque, não era noite para cachaça, e começou a bebericar mansamente. Confiava em seu taco e muito mais em seu punhal. Se fosse briga o que ele queria, ia ter. Ao esvaziar o copo ouviu um grito atrás de si: - Safado! - Levantou-se rapidamente e virou-se para o chamado. O tiro foi certeiro. O rosto de Emerenciano foi destroçado e seu corpo caiu num baque surdo. Recebido no astral por espíritos em missão evolutiva, logo se mostrou arrependido de seus atos e tomou seu lugar junto a falange de Zé Pelintra. Com a história tão parecida com a do mestre em questão, outra linha não lhe seria adequada. Hoje, trabalhador nos terreiros na qualidade de Zé Pelintra do Cabo, diverte e orienta com firmeza a quem o procura. Não perdeu, porém a picardia dos tempos de José Emerenciano. Sarava Seu Zé Pelintra!
Publicado em: 03 fevereiro2008   


Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/religion-studies/1758488-hist%C3%B3ria-z%C3%A9-pelintra/#ixzz28uur0Eo1

Zélio Fernandino de Moraes, o fundador da Umbanda


                                   Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de Abril de 1891, no distrito de Neves, município de São Gonçalo - Rio de Janeiro. Filho de Joaquim Fernandino Costa, oficial da Marinha, e Leonor de Moraes, formavam uma família tradicional no bairro das Neves, no município de São Gonçalo, Rio de Janeiro. Em 1908, aos 17 anos, Zélio havia concluído o curso propedêutico (ensino médio) e preparava-se para ingressar na escola Naval, a exemplo de seu pai, quando fatos estranhos começaram a atordoar sua juventude.
Em alguns momentos Zélio era visto falando em tom manso, com a postura de um velho, com sotaque diferente de sua região, dizendo coisas aparentemente desconexas, chamando a atenção da família. Preocupados com a situação mental do menino que se preparava para seguir carreira militar na Marinha, e tornando as manifestações cada vez mais freqüentes, encaminharam-no ao Dr. Epaminondas de Moraes (tio de Zélio), médico psiquiatra e diretor do Hospício da Vargem Grande. Após vários dias de observação, não encontrando seus sintomas em nenhuma literatura médica, sugeriu a família que o encaminhasse a um padre, para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estivesse possuído por forças infernais. Foi chamado outro parente, tio de Zélio, padre católico que realizou o dito exorcismo para livrá-lo da possível presença do demônio e saná-lo dos ataques. Mais uma vez não obtiveram sucesso.
Algum tempo depois, Zélio foi tomado por uma paralisia parcial, a qual os médicos não conseguiam entender. Um belo dia, Zélio levantou-se de seu leito e disse: "amanhã estarei curado" e no dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido.
Nenhum médico soube explicar como se deu a sua recuperação. Sua mãe D. Leonor de Moraes levou o menino Zélio a uma curandeira chamada D. Cândida, figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto-velho chamado Tio Antônio. A entidade recebeu o rapaz e fazendo suas rezas lhe dissera que possuía o fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar com a caridade.
Um amigo sugeriu encaminhá-lo a Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói, fundada em 30 de junho de 1907, pelo então Eugênio Olímpio de Souza, no município vizinho a São Gonçalo, onde foi chamado a sentar-se na mesa pelo presidente da sessão José de Souza, recebendo no dia 15 de novembro de 1908 a entidade que viria a fundar a Umbanda, o Caboclo das Sete Encruzilhadas.
No dia 16 de novembro do mesmo ano, incorporado com essa entidade, funda a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.
Casou-se muito cedo com Maria Izabel de Moraes para que não se perdesse nos prazeres da vida, tiveram quatro filhos, sendo eles Zélio, Zélia, Zarcy e Zilméia.
O pai de Zélio freqüentemente era abordado por pessoas que queriam saber como ele aceitava tudo que vinha acontecendo em sua residência, sua resposta era sempre a mesma, em tom de brincadeira respondia que preferia um filho médium ao lugar de um filho louco.
Fundou mais de dez mil tendas, que partiram da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade ou das que dela descenderam, sempre que possível, ele mesmo acompanhava toda a fundação, indo a diversos estados para realizar a abertura delas.Foi um trabalho árduo e incessante para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda.
Nunca usou como profissão a sua mediunidade, sempre trabalhou para sustentar sua família e muitas vezes manter os templos que o Caboclo fundou, além das pessoas que se hospedavam em sua casa para os tratamentos espirituais, sendo que muitas dessas foram curadas.
Nunca aceitara ajuda monetária de ninguém era ordem do seu guia chefe, apesar de inúmeras vezes isto ser oferecido a ele.
Após 55 anos de atividade, entregou a direção dos trabalhos da Tenda Nossa Senhora da Piedade a suas filhas Zélia de Moraes Lacerda e Zilméia de Moraes da Cunha.
Mais tarde, Zélio e sua esposa Maria Isabel de Moraes, médium ativa da Tenda e aparelho do Caboclo Roxo, fundaram a cabana de Pai Antônio no distrito de Boca do Mato, município de Cachoeira do Macacú – RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e a todos os que o procuravam.
Já com mais idade, e com a saúde debilitada, voltou a Niterói-RJ para tratamento médico. Preparado pelos seus guias espirituais e prevendo a sua morte, um dia antes de fazer sua passagem, entregou a guia do Caboclo das Sete Encruzilhadas para sua filha Zilméia. Zélio faleceu no dia 03 de outubro de 1975 aos 84 anos, sendo sepultado no Cemitério de Maruí, em São Gonçalo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Pedra de cada Orixá

ORIXÁS PEDRAS PRECIOSAS
OXALÁ: Brilhante - Cristal de rocha - Cristal Branco
OXUM: Turquesa - Safira - Jade (azul)
IEMANJÁ: Água Marinha - Lápis lazúli - Pérola - Diamante
IANSÃ: Coral vermelho - Granada
NANÃ: Ametista - Feldspato
XANGÔ: Jaspe - Topázio (marrom) - Ágata de Fogo
OGUM: Garnet - Rubi - Água Marinha
OXÓSSI: Jade (verde) - Esmeralda - Quartzo (verde)
OMULU: Ônix - Turmalina negra
IBEJI: Turmalina rosa - Quartzo Rosa
EXU E POMBA-GIRA: Pirita - Enxofre